sábado, 12 de março de 2011

EXPLORANDO A CABECEIRA DO RIO CORUMBÁ

Texto: Leandro Vitorino
Fotos: Luiza Dornfeld e Leandro Vitorino

     A cabeceira do Rio Corumbá possuiu uma grande importância socioeconômica em diferentes épocas. No século XIX o audacioso minerador francês Bernard Alfred d`Arena desviou o Rio Corumbá por um canal artificial até o córrego Rasgão, secando o imponente paredão do Salto Corumbá, de 50 metros de altura, e seu poço de 15 metros de profundidade. Toda essa ambiciosa engenharia foi realizada para extrair o ouro contido em seu poço. A ausência da água no seu leito facilitou a retirada de grande quantidade de ouro que foi transportado para Europa. Durante mais de um século esse trecho de sua cabeceira juntamente com o Salto Corumbá perderam a sua água e seu encanto. Só em 1988 essa lamentável tragédia foi revertida, devolvendo a água e a vida ao seu leito original.
     Aproximadamente a 15 km rio abaixo foi construído a primeira hidroelétrica de Goiás, que atualmente encontra-se desativada.

     Há duas semanas, eu, minha esposa Luiza e o amigo Renato, de Anápolis, seguimos rumo a essa cabeceira, no próprio município da cidade de Corumbá.

O "Pouca-família" pronto para o mergulho no Corumbá

     Até então, não havia capturado nenhuma pirapitinga da Bacia do Paraná. Só conhecia as pirapitingas do Tocantins, o que me gerou uma ansiedade de principiante nesta aventura.


     O Rio Corumbá (Bacia da Prata) nasce na Serra dos Pireneus, a poucos metros da nascente do Rio das Almas (Bacia do Tocantins). A região é, portanto, divisora de águas e consagrada pelo relevo montanhoso recortado por inúmeras nascentes dessas duas bacias. A proximidade dessas bacias e a presença de algumas espécies de peixes em comum, típicas de cabeceiras, nos fazem pensar em um intercâmbio dessas espécies em eras geológicas passadas, em que essas bacias poderiam estar unidas hidrograficamente na região.
     Todo esse importante e histórico cenário nos recebeu com sua energia que podia ser sentida com imensa magnitude através de um breve passeio no seu visual.

     Entre as águas do Salto Corumbá e a Cachoeira do Ouro brincamos com uma boa quantidade de lambaris e piabas no fly. Drys #20 e bead head #18 foram as mais utilizadas e eficientes.



     Paramos para o almoço num rústico e agradável restaurante local, fazendo uma pausa para o descanso. Estávamos totalmente desanimados pela falta de ações de pirapitingas.
     Mas como a persistência é amiga do sucesso, descemos a Cachoeira do Ouro onde pudemos sentir os primeiros trancos secos dos nossos procurados tesouros.


     Em menos de uma hora tivemos quase quinze ações e sete batalhadas bem sucedidas, recheadas de belos saltos acrobáticos da nossa conhecida Brycon nattereri (Pirapitinga-do-sul da Bacia do Paraná/ Tocantins/ São Francisco).


     Logo que pus as mãos na primeira pirapitinga já observei um diferencial anatômico daquelas que capturei na Bacia do Tocantins. Vi que as pirapitingas do Corumbá possuem a cabeça mais afilada e a boca mais comprida. O isolamento geográfico e adaptações ao habitat geram essas diferenciações, mesmo se tratando da mesma espécie. Além disso, percebemos um comportamento mais piscívoro, atacando com agressividade também os Spinners e Cranks de uma tralha de Baiting que levei para minha esposa tentar as tabaranas. Infelizmente os dourados e as tabaranas daquele trecho foram totalmente dizimados por moradores locais, e hoje em dia só ocorrem abaixo dessa antiga barragem (+- 15 km abaixo de onde estávamos), segundo pescadores experientes da região.



     Utilizamos moscas maiores para evitar o excesso de ataques dos juvenis, que são muito freqüentes nesta época pós-desova. Mais uma vez a wet fly “Pouca-família” mostrou-se eficiente também com as pirapitingas da Bacia do Paraná.



     O amigo Renato derramava satisfação de seus olhos nas capturas dos bravos Brycons.


     Fica aqui cravada também a marca do GO FLY por esse rio apreciado por indígenas e historicamente cobiçado por tantos desbravadores.



quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Terceira Clínica de Atado e Arremesso GO FLY:

QUANDO A AMIZADE FAZ A DIFERENÇA...


   Pescadores de flyfishing de Goiás se unem e mostram que essa é a melhor estratégia para se evoluir tecnicamente na modalidade. A equipe GO FLY de pesca com mosca promoveu no último dia 12 de fevereiro um encontro que posicionou o estado de Goiás em um dos estados mais bem organizados quando o assunto é pesca com mosca.

   O flyfishing é uma estilo de pesca ainda pouco conhecido e sub-divulgado. Os vários segredos de sua arte ainda se encontram em literaturas estrangeiras, o que acaba gerando uma barreira aos brasileiros que têm a intenção de se ingressarem nessa aventura.

   Para romper essa barreira e encurtar a longa curva de aprendizado da pesca com mosca, a equipe GO FLY preparou a Terceira Clínica de Atado e Arremesso onde foram apresentadas as principais técnicas desse estilo.
  
   Ensinamentos de atado, nós mais utilizados, montagem de equipamento, líders, além das técnicas de arremesso foram bem aproveitado por todos. Na parte da manhã, os participantes foram divididos em 4 grupos que passaram em forma de rodízio em 4 estações com temas variados e essenciais na pesca com mosca. Esse formato servirá como modelo didático para novos encontros da equipe e deve estimular pescadores de outros estados que pretenderem firmar laços de amizade com o intuito desmistificar essa modalidade.

  
   O foco maior do encontro foi instruir os iniciantes, oferecendo-lhes embasamento técnico para desenvolverem seu estilo próprio, além de formar novas amizades.
  
   No intervalo do almoço deliciamos uma ótima feijoada preparada pelo próprio anfitrião da casa, Olímpio Vitorino. Nesse momento também sorteamos vários brindes oferecidos pelos apoiadores do evento, entre eles, moscas, linhas, vara, flybox e outros.
  
   Os veteranos também trocaram experiências entre si, circulando um grande fluxo de informações. Também foram revelados novos talentos do flyfishing do estado como nosso casal de amigos Velt e Karen, que mesmo sem contato físico com nenhum mosqueiro desenvolveram seu atado utilizando apenas as mãos e matéria prima do cerrado, produzindo um atado exótico e autêntico, como o próprio cerrado. Hugo Antunes também é um mosqueiro com grande potencial que deve agregar bons frutos ao GO FLY. Renato, apoiador do projeto Pirapitinga do sul, também demonstrou sua evolução e se mostra estar preparado para enfrentar a técnica pescaria de pirapitingas na mosca. Marcamos nossa pescaria com ele no último final de semana e posso adiantar que foi um sucesso total, em breve nosso relato.

   O evento contou com a presença de 25 pescadores do Distrito Federal e Goiás. Teve também o apoio da loja Pantanal, Way Fishing, revista GO FISHING e do Ministério da Pesca e Aquicultura, representado pelo consultor de pesca Kelven Lopes. Os moderadores das estações foram Alencar Alves de Melo, Cleiton Gomes, Leandro Vitorino, Mário Alfredo Xavier e Rafael Pacheco.

   Esperamos que cada vez mais esses encontros sejam apoiados pelo setor da pesca esportiva e que sirva de exemplo para unir pessoas de boa índole interligadas pela pesca esportiva.

   Confiram mais informações na primeira edição da revista Go Fishing, prevista para ser lançada em março de 2011.

   Parabéns a todos os participantes pelo clima agradável que nos proporcionaram.

   Até o próximo encontro...

   GO FLY

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011


A equipe GO FLY tem o prazer de convidar os amigos pescadores (mosqueiros ou não) para nosso próximo encontro que ocorrerá no próximo dia 12 de fevereiro de 2011.
Trata-se de uma clínica de atado das principais iscas artificiais de flyfishing (mosca) e ensinamento prático e teórico dos principais arremessos utilizados nessa modalidade de pesca.
Aqui é uma casa de amigos onde sempre estamos aptos a ensinar e aprender!
Não precisa saber pescar com fly nem possuir equipamento para participar.
Acreditamos que essa união é saudável e proveitosa para todos.
O custo é de 20 reais por pessoa. Esse valor é referente aos gastos com comida, bebida e materiais do atado utilizados pelos moderadores de cada estação (clique na foto para ver mais detalhes) 
Iremos começar no sábado cedo (12/02/2011), com parada para almoço e sorteio de brindes, dando continuidade à tarde.
Local: Condomínio portal do Sol 2, saída para o autódromo, casa de Olímpio Vitorino.

A clínica estará dividida em quatro estações, onde a turma se dividirá em 3 grupos que passarão em forma de rodízio em um tempo determinado em cada estação;

Chegada da turma as 9:00 hs, às 9:30 reunião:

As 10 hs iniciará a clínica (quem chegar atrasado pode perder tempo de aprendizado na estação, que não reiniciará as explicações)

Estação A (40 min):
Atado de mosca para pequenos peixes;
Estação B (40 min):
Montagem do equipamento, líder (para lambaris, pirapitingas, tucunarés, dourados, robalo, matrincha,etc...) mostrando seu diferencial para cada mosca que se use;
Nós em geral;
Estação C (40 min) ;
Atado de mosca para peixes maiores (streamers, etc...)

Às 12 hs: Parada para almoço e sorteio de brindes (boné, camisetas, pet, moscas, etc...);

Às 15 hs: Todos na estação D (por 2 hs no campo de arremesso);

Às 17 hs, estação É (é chopps, é refri, é comida, étc...)
Sem limite de tempo!
Venha e participe!

Sejam todos bem vindos!
A CONFIRMAÇÃO DA PRESENÇA ATRAVÉS DO EMAIL: goiasfly@hotmail.com
Dúvidas:
Tel: (62) 8137 3443

Realização: GO FLY, uma casa de amigos